segunda-feira, 11 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Tribunal do Júri, 06 de Maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Eu, uma coisa floreada.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Manual de instrução
A graça de brincar com um quebra-cabeça é a incerteza do sucesso, o erro das jogadas e o anseio pela completude. Ora, se o recebestes logo preenchido, contemplar-lo-ia por apenas alguns instantes, para logo considerado-lo uma diversão antiga; mas sinta a falta de uma só peça, daquelas que se localizam ao centro e roubam um de seus detalhes essenciais. Verás, com isso, um misto de sentimentos inexplicáveis, que uma só parte ausente de quebra-cabeça proporciona. A quem te presenteou, recomendo o segredo: se quiseres que este nunca caia ao fundo da gaveta, guarde-a com afinco; do contrário, contente-se com minutos de contemplação e a eternidade do esquecimento.
Eis o que chamo de figuras de linguagem.
Annie Jolie.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sem chaves
(J. Acc.)
quarta-feira, 4 de março de 2009
- Oi, Jujú!
- Guaarás! :)
- Vê só, ainda não consegui as informações, mas a moça de não-sei-o-nome-da-empresa ficou de me enviar os preços direitinhos das pousadas, ok? E você, me conta algo de bom ou novo?
...
- Conto! Estou feliz hoje.
-Ah, é? Nossa, que novidade...
- Realmente não é essa: apenas descobri que não preciso de ninguém pra conseguir.
Seja feliz você também, viva HOJE.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
De Porto Alegre, 18 de Julho de 2007, Para a saudade de casa.
O vôo sai daqui a uma hora e meia senão houver atraso. Eu e meus irmãos estamos terminando de jantar para irmos pro aeroporto. Em 40 minutos chegamos tranquilos.
Agora que peguei a prática não passo férias embaixo daquele céu mais nunca: preciso de cores bonitas pelo menos em alguma época do ano. Já cansei de pedir ao papai para mudar.. Uma cidade litorânea me cairia bem melhor. Eu saberia diferenciar céu, nuvem e sol: ter isso todos os dias do ano parece sonho!
Chegamos no aeroporto em cima da hora. Havia um rapaz na porta perguntando quem iria com destino a São Paulo, o embarque era imediato! Fomos os últimos a entrar no avião: que sorte!
Ainda não está chegando... A essa hora não tinha vôo direto, ficaremos por meia hora em Salvador, esperando o outro avião.
Bem que podia haver pouca gente: ver o chão ocupado com milhares de pessoas realmente não me agrada. Ao menos chegaremos a tempo do lanche com a mamãe... Nós não aguentavamos de saudade!
É o nosso!!! Estamos indo pra casa, até que enfim!
“Senhores passageiros, dentro de instantes pousaremos no aeroporto de Congonhas...”
“Tripulação, pouso permitido. Obrigado pela preferência e tenham uma boa noite!”
Hora de acordar o João, quanto sono em uma pessoa só... João! O avião já vai pousar, acorda!! “Não gosto de pousos, Luís..” Já eu, era o que eu mais gostava! Estar no chão era a única sensação em toda a viagem que me dava a certeza de vida, de que tudo tinha dado certo, como sempre.
Escrito em 19.07.2007, Brasília.
Por Annie Jolie.
"O avião da TAM com 186 pessoas a bordo derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atravessou a avenida Washington Luiz e bateu em um prédio da TAM Express. O Airbus A320, vôo JJ 3054, partiu de Porto Alegre, às 17h16 da terça-feira e chegou a São Paulo às 18h45. O acidente é o maior da aviação no País." (18.07.2007)
Lição de casa, 01.08.2007
Quando se faz tudo o que poderia ser feito, não há nada além da paciência que possa ajudar, no entanto, a crença naquilo que se deseja é essencial. Eu acredito que todos nós somos influenciados por energias, sejam elas boas ou ruins, que emanam de cada um de formas diferentes: uns convivem o mínimo possível e adquirem sem explicação uma afinidade semelhante à convivência de anos, enquanto, algumas vezes, aqueles que temos desde sempre nunca conseguiram chegar nem perto disso. Acontece, e acontece a todo tempo.
Nesses casos, não existem culpados, já que um e outro são regidos pelas atitudes que consideram coerentes; somente aqueles outros que vêem com olhos à margem conseguem enxergar além do que se pode ver: mas por terem as mãos atadas, nada podem modificar.
Se tudo ainda continua do jeito errado é porque vocês ainda precisam passar por isso, mas fique atento aos sinais, se os mesmos passam despercebidos, fique certo de que essa situação ainda permanecerá durante longo tempo: nenhum professor deixa sala de aula sem que seu aluno tenha aprendido.
Annie Jolie.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Diária Lispector
Clarice Lispector
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Oi.
Voltei por não saber o caminho de volta para casa. Ora, não há necessidade de cobranças... Afinal, eu sempre volto. Também não quero começar com explicações, dê-me ao menos um tempo para a minha própria coerência se organizar em pensamentos para então conversarmos.
Voltarei, só não precisa esperar. Gosto do imprevisível, do improvável e do inesperado. Deixe, portanto, as regras e a boa educação de lado, ao menos quando diga respeito a mim. ;)
domingo, 28 de setembro de 2008
O que?
Um pouco de tudo.
Juntei as preocupações com as angustias, guardei algumas lembranças na gaveta e colori algumas outras. Lembrei de mim, tratei de esquecer... depois lembrei de novo, e sempre me relembro a cada vez que falo, que penso, que não faço nada ou que apenas existo.
Briguei com os estudos, desisti dos amores, desliguei a luz e quis ir dormir. Mas os pensamentos se ligaram: os anjos, os jardins, os sonhos e as idéias passeavam incansavelmente entre aquele estado de quase-dormindo e quase-acordada. E agora?
Eu quis deixar pra lá e também quis pensar mais um pouco. Mas em qual lugar em troquei o direito pelo esquerdo? Adormeci.
E vivo adormecida até hoje, deixando para lá tudo o que não diga respeito a mim mesma, e guardando só pra mim tudo de melhor que eu tenho nesse mundo.
Deixei para lá.
O que?
De tudo, um pouco.
Hoje, levo comigo o essencial, o significado de tudo, a magia dos poucos, as palavras de alguns, e o maior amor do mundo.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
... o mais divertido nisso tudo é perceber o desespero e a angustia por não se saber qual a porta certa da saida de emergência.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Disso e daquilo
Os acasos
Que remexem o baralho
Trocando as cartas de lugar
Do tempo
A saudade,
Que revive as lembranças
Fazendo o presente mudar
Da distância,
A dor
Que rouba as palavras
Deixando-as perdidas no ar
Da estrada,
O medo
Que desaparece quase nunca
Brincando de esconder
A certeza de se estar...
Feliz.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A falta e o fundo do abismo. (parte 3)
Era segunda. Mas se fosse sexta, não faria diferença: tudo continua igual.
Uma falta: de alguém, de um carinho, de alguma-coisa que eu não sabia explicar.
Uma falta de mim mesma. Fazia tempo que eu me passava despercebida, salvo as horas frente ao espelho onde a imagem continuava a mesma. Quem entenderia?
Eu havia caído no abismo na mesmisse e não sabia como sairia dele, ou quem poderia me tirar de lá. Incansavelmente, tentei dia por dia escalar as enormes paredes alagadiças que me rodeava, mas a gravidade me trapaceava sempre ao alcance do topo.
O otimismo nunca me faltou, apesar de toda a insegurança guardada no fundo da gaveta, eu sempre tive a certeza de que viria o melhor (até hoje é assim). Desisti, então, por um tempo.
Já havia perdido a noção das horas e dos dias em que ali estava. Presa a laços invisíveis e desconexos, seguindo as pisadas que encontrava no caminho, percebi que eu estava em segundo plano na minha própria história. A protagonista decorava os passos dos figurantes, enquanto estes brigavam entre si para ver quem ganharia o papel principal. Sorte: percebi a tempo.
terça-feira, 20 de maio de 2008
A certeza desnecessária. (parte 2)
Todo o tempo eu sobrevivi durante a noite, quando eu mesma desenhava os meus passos, sem ninguém olhando por perto: pulando entre as nuvens, contando as estrelas e escondendo-me entre as cartas sem destinatários.
Eu adormeci durante três longos dias, quando finalmente me dei conta: era segunda-feira e eu acabara de voltar pra casa. Trazia comigo, porém, não a tristeza do início de semana, e sim a duvida do que teriam sido aqueles três últimos dias. A semana pareceu incompleta, e depois de sexta, ao invés do sábado, estava a segunda. Um castigo talvez pelas desobediências acumuladas: um dia ele teria de chegar, não?
Entrei em casa como se estivesse voltando da faculdade, e fui direto para o quarto. Esperta que sou, mostrei-me a felicidade em pessoa: minha mãe tão ansiosa não precisava ter de cara uma osmose de tristeza. Rodeada pelos personagens de minha vida, pensei em quem realmente era cada um. Cada um atrai para si o que acredita ser verdade, mas nem tudo que se acredita ser, de fato o é. Talvez essa fosse a diferença. Para mim, havia perdido o sentido, mas eu precisava de certezas.
(...) continua.